segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O insulto de Sarkozy no Salon de l'Agriculture Paris

A propósito da agressão ao Rui Santos já ouvi dizer que o barrote era idêntico ao utilizado na agressão a Ricardo Bexiga


Agredido: Rui Santos

Local da agressão:Parque de estacionamento da SIC


Agredido: Ricardo Bexiga

Local da agressão:
Parque de estacionamento de Mira-Gaia



Agredido: Eugénio Queiroz

Local da agressão: Estádio do Restelo (jogo Belenenses e FC Porto)


Agredido: Paulo Martins

Local da agressão: Estádio das Antas


Agredido: Carlos Pinhão

Local da agressão: Aveiro (jogo Beira-Mar x Porto)


Agredido: Marinho Neves

Local da agressão:À porta de casa no Porto

O jornal “Sol” apresentou uma notícia, assinada pela biógrafa de Pinto da Costa, que pretendia “desmontar” a polémica sobre a alegada “investigação incompetente” no processo de Ricardo Bexiga.

Os Procuradores do DIAP do Porto, sentindo-se vilipendiados, pediram ao Sr. Procurador-geral da Republica que fosse levantado o dever de reserva para, julgava-mos nós, defenderem a honra no caso Bexiga.
O resultado foi um comunicado titubeante onde o facto mais relevante foi o endosso, a Ricardo Bexiga, da imputação de falta de cooperação com a investigação, sintetizado na critica de que este só três meses, após ter almoçado com Carolina Salgado e esta ter confessado a co-autoria dos factos, é que pediu para ser re-inquirido.
Neste fim de semana um novo director para a PJ do Porto foi nomeado e com ele a critica de que o magistrado tem ligações ao futebol e é próximo de Pinto da Costa.
Ou estes factos são demonstrativos da sensibilidade que este governo tem na gestão de conflitos, ou Sócrates, à semelhança de Zapatero, quer aproveitar as desinteligências que são potenciadas, para no momento oportuno dramatizar.
Independentemente do constatado a verdade é que os problemas ainda mal começaram e, hoje mais que ontem, a clivagem norte-sul, no MP, está mais FORTE.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O perigo é a minha profissão

Sobre Carolina Salgado

Rodrigo Guedes Carvalho - Foi a surpresa da sua vida?


Pinto da Costa - Até certo ponto!

O Pinto da Costa está a dar uma entrevista à SIC até agora preferia ouvir a Carolina Salgado era mais Kitsch.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

DE GENERAL PARA SOLDADO


O major Valentim Loureiro continua com a sua prosápia a julgar que fala com todas as pessoas de general para soldado e parece que toda a gente fica em sentido, menos a inspectora da PJ, uma tal Brites, que tem nome de padeira de Aljubarrota.
A inspectora Brites, não necessitou de pegar na pá do forno para derrubar a prosápia do major. Ouviu, não respondeu e quando instada pelo juiz denunciou Valentim de a ter tentado intimidar fora da sala do tribunal. O juiz deu pouca importância ao caso, mas de facto o major continua com ar de general desafiando tudo e todos, mostrando pouco medo e respeito pela nossa insípida justiça. Quando saiu do DIAP no Porto disse que tinha ganho por 15 a 0 e agora desafiou a Brites, chamando-lhe por outras palavras, ignorante.
O povo assiste a tudo isto e fica de boca aberta com tanto desaforo, sem punição ou intimação. Fosse eu arguido num processo e dissesse metade do que o major já afirmou e com toda a certeza já tinha sido acusado de desrespeito ao tribunal, mas o major continua a fazer o que quer. Mesmo em sede de julgamento, segundo os relatos dos jornais, o major não se cala e o juiz com todo o respeito tem-lhe pedido calma. Não acredito que alguma vez façam isso comigo.. ou consigo.
Tal como disse o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, a nossa justiça continua a ser fraca para os fortes e forte para os fracos.
Marinho Neves
(O Grande Masturbador, óleo pintado sobre tela de 110x150, Salvador Dali)


Hoje dei comigo a pensar no Surrealismo, no papel do inconsciente na actividade criativa, na libertação do que a lógica impõem.


Enfim dei comigo a rever a entrevista do Major Valentim Loureiro ao Mário Crespo.




clique aqui para ouvir e ver

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Costumo dizer que gostaria de conhecer o processo para poder comentar.
Aqui estão dois exemplos:

Tribunal de Contas chumba pedido de empréstimo da Câmara de Lisboa (via Jornal de Negócios)
António Costa anda em maré de azar um dia dá um tiro no pé quando acusa o Eng. Belmiro de perseguição ao seu, nosso, Primeiro Ministro, hoje o Tribunal de Contas chumba um pedido de empréstimo do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, utilizando para o chumbo uma lei criada pelo mesmo António Costa.
O Dr. António Costa disse, a propósito de uma notícia do Público, de todos conhecida, que essa mesma noticia era “ coincidente com o facto de o seu proprietário ter passado a achar que era por culpa do governo que tinha perdido um OPA onde se lançou…”
Suprema ironia, de “sorriso amarelo” o Sr. Presidente António Costa dirigiu uma palavra de solidariedade aos credores da autarquia.
Agora os credores da Câmara, em que o Dr. António Costa é Presidente, podem dizer que não recebem o “guilho” porque “coincidentemente” o Tribunal Constitucional, não aprovou o empréstimo, por causa de uma lei do Dr. António Costa.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A Lacoste faz 75 anos e tornou-se um clássico... mesmo na feira de Custoias e apesar da guerra movida pela ASAE.

Eu que julgava que António Costa era um homem que pensava pela sua própria cabeça verifico, com mágoa, que não passa se um yes man , que reproduz a voz do dono.
Verifica-se, pelo contrário, que o Eng. Belmiro de Azevedo não dá confiança a pessoas com falta de carácter.


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Zapatero cumpriu a promessa de dramatizar…um pouco!

ESSPOSSEENDEE ACOLLHEE SEEMIINÁRIIO DA
FIIDESTRA
HOTTEELL SUAVEE MAR -- 15,, 16 EE 17 FEEVEEREEI
IRO



A desigualdade é um princípio inerente a qualquer forma de estruturação humana.
E o conceito exclusão, muito simplisticamente, surge do confronte entre aqueles que são capazes de mobilizar um conjunto de recursos na perspectiva de uma participação social plena e aqueles que estão incapacitados, por qualquer forma, de mobilizar esses recursos.
Os excluídos são fruto ou produto de um conjunto de fenómenos sociais interligados, que coexistem em simultâneo e identificam-se como Desemprego – Marginalidade – Discriminação – Pobreza.
Nas sociedades modernas, pobreza e exclusão reforçam-se mutuamente, por isso o combate à pobreza e à exclusão social, a par das políticas ambientalistas, são a pedra de toque deste século, pois longe vão os tempos em que o debate se centrava no carácter desigualitário das sociedades.
O debate hoje centra-se sim sobre os fenómenos da pauperização da sociedade.
A pobreza não se reduz à assimetria dos rendimentos mas entronca nas categorias sociais desfavorecidas pelo que o “Ovo de Colombo”, na luta contra a pobreza, está em integrar, socialmente, o maior número de indivíduos.
Passa, por exemplo, por integrar um grupo social que tem vindo a crescer, os idosos.
Essa integração inicia-se proporcionando, aos idosos, um rendimento capaz de salvaguardar o seu bem estar material e termina quando for afastada a solidão endémica em que caíram.
O envelhecimento da população, nas sociedades como a portuguesa com tantas deficiências, é um fenómeno que contribui para a pauperização da nossa sociedade.
Não será, pois, despiciendo recordar que, em 2004, a nossa esperança média de vida à nascença se situava nos 74 anos para os homens e ultrapassava os 80 nas mulheres quando há 30 anos a esperança média de vida dos portugueses rondava os 60 anos para os homens e os 72 para as mulheres.
Se por um lado esta evolução constitui um ganho em saúde em Portugal, conduziu também ao aumento de pessoas idosas na nossa sociedade cifrando-se neste momento os cidadãos com 65 anos ou mais, em 1 600 000 o que corresponde a 16,5% da população.
E para agravar este quadro, as previsões demográficas indicam que Portugal será em 2050 um dos países da UE com maior percentagem de idosos, rondando os 32%, ou seja cerca de 2.700.00 pessoas com 65 ou mais anos.
Por isso a luta contra a pobreza e exclusão, neste grupo social, passa não só por uma justa retribuição dos rendimentos mas também pela implementação de politicas onde:
- Se proporcione aos idosos um acompanhamento efectivo dos cuidados nas doenças prolongadas;
- E um apoio social efectivo, institucional, que venha colmatar o desaparecimento da chamada “rede social informal”, não institucional, que foi protagonizada pelas mulheres nos cuidados que proporcionavam às crianças e aos idosos das suas famílias.
Hoje essa rede social informal praticamente deixou de existir sucumbindo perante as dificuldades que as mulheres têm em conciliar a sua actividade profissional com a vida familiar.
Aqui surgem como fundamentais, para a debelação do problema, o contributo essencial das IPSS, das Misericórdias e das Ordens Religiosas por um lado e por outro pela nova consciência social das empresas que, neste inicio de século, se têm de posicionar e contribuir para novos tipos de apoio social.
Em vários países como nos EUA e na Holanda surgem as empresa socialmente responsável que são definidas como aquela que desenvolve actividades com valor acrescentado tanto para a empresa como para a sociedade
Além dos idosos um outro grupo numeroso que contribui para os números arrasadores, no que à pobreza diz respeito, são os dos desempregados de longa duração
O combate à pobreza passa, também, por combater os problemas que surjem no desemprego de longa duração.
É consabido que a atribuição de subsídios aos desempregados não contribuiu para afastar quem quer que seja da pobreza ou da exclusão, existindo mesmo quem considere o subsídio de desemprego uma forma nociva de apoio social.
Independentemente dos fundamentos a favor ou contra desta forma, necessária, de apoio social, o que é facto é que o desemprego de longa duração é um fonte de pobreza e exclusão.
Por um lado o indivíduo, colocado nessa nova situação, vê o seu rendimento diminuir ou terminar ao mesmo tempo que vê degradar a rede de relações pessoais que conquistou e que lhe eram fundamentais para a sua vivência.
A degradação dessa rede aliada à diminuição de rendimentos e a falta de qualificação traz consigo o alcoolismo a tóxicodependência que por sua vez reforçam a descriminação.
É fundamental numa sociedade combater, rapidamente, este tipo de desemprego antes que o indivíduo inicie uma trajectória que o leve á marginalização ou o transforme num trabalhador da economia informal, desenvolvendo a sua actividade em empregos precários, cuja vulnerabilidade à pobreza e exclusão é latente.
A sociedade não se pode ater ao subsídio como meio para debelar a pobreza por um lado, porque há o problema da diminuição das contribuições para a segurança social por outro, porque um trabalhador, por muito pouco qualificado que seja, pode sempre alimentar a esperança que o seu desempenho contribua para uma vida melhor e, por fim, porque o subsídio apenas suprime necessidades básicas não impede a marginalização.
O afastamento do indivíduo do mercado de trabalho, a persistência de ligações instáveis com uma actividade remunerada aliada à falta de qualificação profissional caracteriza os segmentos mais pobres da sociedade portuguesa.
Foi a criação do Rendimento Mínimo Garantido que veio finalmente dar visibilidade à dimensão mais extrema da fragilidade social nas famílias portuguesas.
Em 1999, 8% dos Portugueses eram beneficiários daquele rendimento (430 000) e cerca de 4% em idade activa.
Na EU, de acordo com o último estudo sobre «precariedade social e integração», a percentagem da população europeia em risco de pobreza e de exclusão social na varia entre 9% e 22%.
A falta de meios económicos, de isolamento social e de acesso limitado a determinados bens, sejam eles sociais ou civis, conjugados com problemas laborais, os padrões de educação e de vida, a saúde, a nacionalidade, a toxicodependência, a desigualdade sexual e a violência conduzem ou potenciam a exclusão social e a pobreza.
Segundo um estudo do Departamento Federal Alemão de Estatísticas divulgado em Dezembro de 2004, em Portugal vivem sobre a ameaça da pobreza 21% da população assim como na Irlanda e na Eslováquia.
Em Espanha estão ameaçados 20% e em Itália 19%.
Pela definição da União Europeia, para que alguém possa ser considerado "ameaçado de pobreza" é necessário que disponha menos de 60% do salário médio líquido pago em cada país, sendo que em Portugal, o salário médio, é cerca de € 645,00
O salário médio do trabalhador português corresponde, de acordo com os dados da OCDE, apenas a 34,1% do salário médio dinamarquês, a 35,5% do salário médio alemão, a 37,1% do belga.
Os mais altos valores, dentro da EU, no que respeita aos indicadores de pobreza e assimetria de rendimentos são portanto portugueses.
Mesmo em Portugal os números demonstram grandes assimetrias nos rendimentos.
Na década de 90, por exemplo, estudos elaborados pela Comissão Europeia, revelavam que em Portugal cerca de 28% das famílias possuíam um rendimento inferior a 50% da média nacional enquanto que, no espaço comunitário, esse valor era de 17%.
Hoje não é diferente.
Em suma no desafio estratégico de qualquer país na erradicação da pobreza, mormente o Português, assume importância capital além da conciliação entre trabalho e vida familiar o melhoramento do acesso a equipamentos para idosos, crianças e a pessoas com deficiência.
Uma das metas traçadas pela ONU nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio é a erradicação da pobreza num mundo onde evolução civilizacional atingida é incompatível com números que demonstram que uma em cada seis pessoas no mundo vive em condições de pobreza extrema, não tendo acesso a medicamentos nem à educação básica.
É sabido que em Portugal um em cada cinco indivíduos vive em situação de pobreza, no mesmo país que, conjuntamente com mais 22, consomem 80% por cento dos recursos naturais disponíveis no mundo.

Como refere um spot publicitário “a cada três segundos uma criança morre como resultado da miséria absoluta …mais uma, outra… a filha de alguém… o filho de alguém …e o pior! …

Todas essas mortes poderiam ser evitadas…”

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008


A dimensão moral da economia faz tomar como finalidades indivisíveis, nunca separadas e alternativas, a eficiência económica e a promoção de um desenvolvimento solidário da humanidade. A moral constitutiva da vida económica não é nem opositiva, nem neutra: inspira-se na justiça e na solidariedade, constitui um factor de eficiência social da própria economia. É um dever desempenhar de modo eficiente a actividade de produção dos bens, pois de contrário desperdiçam-se recursos; mas não é aceitável um crescimento económico obtido em detrimento dos seres humanos, de povos inteiros e de grupos sociais, condenados à indigência e à exclusão. A expansão da riqueza, visível na disponibilidade dos bens e dos serviços, e a exigência moral de uma difusão equitativa destes últimos devem estimular o homem e a sociedade toda a praticar a virtude essencial da solidariedade694, para combater, no espírito da justiça e da caridade, onde quer que se revele a sua presença, as «estruturas de pecado»695 que geram e mantêm pobreza, subdesenvolvimento e degradação. Tais estruturas são edificadas e consolidadas por muitos actos concretos de egoísmo humano. (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, clique para ler)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Descobri este vídeo no Arrastão que o descobriu no Mar Salgado, que o descobriu na Pastoral Portuguesa que por sua vez o descobriu no blogue de Andrew Sullivan.
Quanto não daria a minha amiga Lúcia Gonçalves para, pelo menos uma vez na vida, entrevistar um adolescente inteligente e politicamente esclarecido que nunca desarma, mesmo metralhado pelo entrevistador, debitando respostas seguras que, de imediato, abrem janelas a novas perguntas.

“Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas.” (in Expresso, General Garcia Leandro)

E faz muito bem porque o sindicalista
João Serpa foi condenado a 75 dias de prisão por manifestação ilegal ( via Público).
Imagine quanto dias não daria um “golpesito” de estado.

Cobrem-se com a mesma manta.

O Dr. Ricardo Bexiga poderá agora requerer com segurança uma indemnização onde, facilmente, demonstrará o erro grosseiro na investigação, até porque tem um despacho de arquivamento que, cirurgicamente, demonstra os pecados do inquérito.
Já agora expliquem-me como consigo provar que, num determinado inquérito, existiu "erro grosseiro" na investigação, quando todos "se cobrem com a mesma manta"?

Boa Nota

Ouvi agora, no “Prós e Contras”, dizer que havia universidades onde os alunos eram aprovados graças a funcionários que, sem eles prestarem provas, colocavam a “notita” na pauta.
P.S. quem fez a revelação frisou que ninguém foi investigado apesar de se saber, "mais ou menos", quem punha a dita..."notita".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O Valor da Justiça

Por um lado:
Há médicos a receber mais de 250 mil euros em prémios de incentivos (via SIC Noticias)

Por outro:
O novo regime do apoio judiciário prevê um sistema de lotes de (50, 30, 20 e 10) processos a atribuir a cada Advogado que se inscreva nesse modelo, sendo que o pagamento mensal previsto, a título de honorários, a cada Advogado, por cada processo, é na ordem dos € 6,40 (seis euros e quarenta cêntimos).(via Ordem dos Advogados)

Li aqui que a procuradora Maria José Morgado “está a investigar oito transferências de jogadores entre o FC do Porto e grandes clubes da Europa”.
Nada que me admire! Como não me admiraria que estivessem a ser investigados todos os outros clubes e presidentes.
O que verdadeiramente me espanta é que Maria José Morgado não tenha ainda constituído arguidos, o que vai contra os “costumes” do ministério Público o qual, tradicionalmente, mal cheira a indícios parte logo para a constituição de arguidos.
Não me lembro quem disse que “Portugal é um país de arguidos”, mas penso que foram todos os portugueses, tal é a ideia, real, que perpassa pela cabeça dos portugueses. Agora começamos a compreender o porquê.
Em determinados casos o cidadão era constituído arguido para lhe ser aplicada a “prisão mínima garantida” assim, mesmo que o juiz face às provas recolhidas pelos órgãos de polícia criminal decidisse que não existiam provas suficientes para lhe aplicaruma pena ou medida de segurança (raras em Portugal), já tinha a sua quota parte de pena (dita medida de segurança) “que era para ver se aprendia”.
Outras vezes constituía-se, um indivíduo, como arguido para o manter no “limbo” e tanto melhor se fosse politico ou aspirante a figura pública “desta já não te livras”. Lembram-se, por exemplo, de Torres Couto que passou grande parte da sua vida, produtiva, como arguido.
Apesar da alteração da Lei Processual Penal, a constituição de arguido, é tão fácil hoje como ontem.
Se até agora, para constituir alguém como arguido, bastava que corresse “inquérito contra pessoa determinada”, agora a lei exige que “haja suspeita fundada da prática de crime”.
No entanto é só na prática pois, pelo que me tenho apercebido, o MP e os órgãos de polícia criminal continuam a ficar-se pela simples suspeita, como quantum mínimo para a constituição de arguido, mandando às urtigas a suspeita fundada.
Maria José Morgado vem dar uma lição, por um lado não se vai queixar dos prazos, como sendo curtos para investigar o Sr. Pinto da Costa e o FCP, por outro não entrou no “imediatismo mediático” de constituir arguidos para “ficar bem na fotografia” e só depois investigar.
Maria José Morgado ao não constituir, por enquanto, arguidos não está refém de prazos uma vez que a lei faz depender os prazos do inquérito da existência ou não de arguidos.
O Código de Processo Penal faz depender o início da contagem dos prazos, mínimos e máximos, “a partir do momento em que o inquérito tiver passado a correr contra pessoa determinada ou em que se tiver verificado a constituição de arguido”
Assim a investigação pode calmamente produzir os seus frutos afastando as suspeitas ou fundamentando-as em ordem a acusar ou não um, ou vários, indivíduos.
Não estranho que a Dra. Maria José Morgado trabalhe desta forma, porque a considero brilhante e porque nos habituou a ser profissional, o que é estranho é, tantas vezes, o M.P ter “entradas à leão” e mais ainda “saídas à sendeiro”.
PS: Pelo que disse anteriormente entendo,bem, as palavras de Alipio Ribeiro quando diz que houve precipitação na constituição do casal McCann como arguidos.
Essa precipitação vai ser fatal para o inquérito pois, ao terem-se constituído arguidos, o MP ficou sujeito aos prazos de duração do inquérito, o que não aconteceria caso não se impusesse essa qualidade processual, Robert Murat incluído,
Por isso não há pressas, por parte da polícia Inglesa, no cumprimento das “cartas rogatórias”.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

ERMELINDA com Judite de Sousa na “Grande Entrevista”

ERMELINDA

No próximo programa José Miguel Júdice, o vidente, revelará uma candidata, justiceira e demagoga, à Presidência da Republica.

Conheçam-na aqui em primeira mão!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

repeter, je ne comprend pas

Alípio Ribeiro reconhece que houve precipitação na constituição do casal McCann como arguido no processo do desaparecimento da filha, na Praia da Luz, no Algarve, em Maio do ano passado. (via Rádio Renascença)

Já agora, por curiosidade, quem foram os políticos que requereram que as suas declarações, de rendimentos, permanecessem em segredo.


Entre outras adjectivações retratou-o como “um populista gordo, forte…” definiu-o com “…um Mussolini, um Chávez, é um populista e demagogo".
A forma como José Miguel Júdice fala de Marinho Pinto só rivaliza com as respostas de Marinho Pinto, ou seja, este trata aquele com a mesma irrelevância que teve como Bastonário.
José Miguel Júdice convive mal com a crítica e, quando crítica, fá-lo, não para se fazer ouvir, mas para, enquanto comentador, criar "factos noticiosos".

Alguém se lembra de alguma medida ou de alguma critica que, Miguel Júdice, tenha tomado ou feito enquanto Bastonário
Miguel Júdice não critica o que deve criticar para não ser criticado, exemplo disso foi a forma como reagiu, não ao que Sá Fernandes disse sobre o, também, seu restaurante Twelve, mas como reagiu à pergunta, de Teresa Caeiro, sobre se um dos sócios, desse restaurante de luxo que paga apenas € 500 de renda à Câmara Municipal de Lisboa, era José Miguel Júdice.


Como disse Henry Truman “quem não suporta o calor não vai para a cozinha.”

super tuesday

A esquerda portuguesa torce por Barack Obama a direita por Hillary Clinton!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Já o acusaram de pertencer a uma elite intelectual inútil - que avalia, mas não actua. A si basta-lhe diagnosticar?
Quando você diz "basta", até parece que perceber é coisa fácil e simples - não é! É mais fácil aprender um ofício do que aprender a perceber, a raciocinar, a reflectir. "Bastar" é palavra que não aceito. Defendo ideias, causas, crenças, opções. E luto por elas.

Se tivesse agora um filho, educá-lo-ia em Portugal?
Até ao secundário, sim. Em princípio, numa escola pública, porque gostaria que ele conhecesse tudo e fosse capaz de viver como toda a gente. Quando chegasse à Universidade, teria que pensar. Quereria que fizesse um período de vida no estrangeiro. Viver noutro país ajuda-nos a relativizar megalomanias, o egoísmo e o egocentrismo.

(entrevista de António Barreto ao JN, clique para ler)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

carnaval da corrupção

«O advogado, Marinho Pinto, bastonário da Ordem, denunciou estentoriamente a corrupção do Estado e o mau funcionamento da Justiça. Como os tempos são o que são, ninguém ouviu ou se importou sobre a Justiça (de resto, muito interessante e oportuno) e toda a gente se garrou com volúpia e gula ao velho e gasto assunto da corrupção». (artigo de opinião de Vasco Pulido Valente in Público)
O jornal "Sol" na sua coluna Sol & Sombra escrevia na Sombra que «o novo bastonário dos advogados teve uma entrada de rompante na vida pública. É figura destacada em todos os jornais e televisões, ensombra mesmo Cavaco Silva na abertura do ano judicial e as suas denúncias ribombantes transformaram-no, num ápice, no novo herói justiceiro das camadas populares. Basta ouvir o que se diz nas ruas e nos cafés. É certo que os brandos costumes judiciais do país dão fundamento ao seu incontinente discurso acusatório. Mas lançar suspeitas sobre tudo e todos, em vez de apontar insuficiências e propor soluções, ajuda mais a minar a confiança nas instituições do Estado de Direito e a fragilizar a democracia do que combater, efectivamente, a corrupção. Fazer muito barulho chama as atenções, mas pode ter efeitos contrários aos que se esperam.»
Ou seja o "Sol" ainda não entendeu que há alturas em que não se deve ser politicamente correctos, há momentos em que os jornalistas devem dizer "basta" e fazerem aquilo que lhes compete, produzirem bom jornalismo, de investigação, para que aqui, como nos Estados Unidos, banqueiros, políticos ou dirigentes desportivos, sejam investigados e eventualmente condenados.
O "Sol" deve, por exemplo, em abono do bom jornalismo, o sério, não noticiar apenas que «o Tribunal Constitucional livrou a candidatura de Mário Soares de uma acusação de irregularidades nas contas da sua candidatura presidencial. O acórdão a que o “sol” teve acesso, poderá, no entanto ter aberto a porta a financiamentos encapotados em futuras eleições, na medida em que não contabiliza algumas despesas de campanha.»
O “Sol” deve explicar aos leitores porque é que a Entidade de Contas, responsável pela fiscalização das contas, em campanhas eleitorais, entende que as despesas pagas por terceiros aos candidatos devem ser incluídas nas contas destes, só assim o “Sol” contribuirá para esclarecer os leitores. Deveria ainda, o “Sol” noticiar se noutros casos as decisões, da Entidade de Contas, têm ido sempre, ou não, no sentido de contabilizar esses donativos.
Os leitores poderiam de forma crítica ler a última parte da notícia que refere que a «sentença do TC permitiu ao MASP3 evitar a ultrapassagem do tecto das despesas de campanha (3,8 milhões de euros), uma infracção punida com prisão de um a três anos, que seria imputável a Soares e ao seu mandatário».
Por tudo o que se disse concordo com Fernando Madrinha no “Expresso” quando escreve que «a corrupção e uma moléstia que medra no segredo e na discrição. O que mais lhe convém é que se fale dela em voz baixa e por metáforas.»

Apartir do dia 09 de Fevereiro a cidade de Amarante tem um projecto de Televisão via internet em http://www.amarante.tv/
Vital Moreira dizia no Causa Nossa que “depois da entrevista do bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, à RTP dificilmente se pode imaginar que as coisas da justiça podem continuar como dantes”
Gostaria de poder imaginar que as coisas se vão alterar, mas depois de ver tanta gente a “menorizar” as palavras do Bastonário confesso acreditar que a justiça vai continuar exactamente com dantes.

Serviço Nacional de Saúde às cores.

O hospital de Guimarães não desmentiu, a notícia de "O Crime", para não amplificar os factos, não porque não fosse verdade!
RD – Viram-me o nariz e a boca. Meteram-me uma coisa pelo nariz dentro para estancar o sangue e um individuo veio ter comigo e perguntou-se de que clube era. Eu disse: do Benfica e ele respondeu-me então vais ser transferido para o Porto.
C – E depois?
RD – Trouxeram para o Porto e fiquei deitado numa cama até ao outro dia de manhã. Não me fizeram nada porque não havia “otorrino”. Quando o médico veio, viu-me o nariz, fui radiografado e depois lá foi feito o tratamento que necessitava.
C – Num Hospital de S. João do Porto, não havia otorrinolaringologista?
RD – Parece que não.
C – No Hospital em Guimarães sentiu-se marginalizado só por ser do Benfica?
RD – Senti que me queriam despachar dali o mais depressa possível. Acabei por vir para o Porto, mas só de manhã fui visto por um médico.
C – No próximo jogo em que o Benfica vier ao norte vai apoiar a sua equipa?
RD – Começo a ter medo de toda esta violência. Não sei se vou voltar a um estádio. È por estas e por outras que os estádios estão cada vez mais vazios. Não fiz mal a ninguém e poderia ter morrido só porque usava uma camisola do meu clube.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Vladimir Lénine considerou pouco o assassinato do rei D.Carlos e do príncipe herdeiro”
A notícia do assassinato do rei D. Carlos I e do príncipe herdeiro Luís Filipe abalou a opinião pública russa da época, mas nem todos choraram a morte dos dois membros da família real portuguesa.“Petersburgo está repleto de impressões sobre a tragédia de Lisboa. Todas as conversas abordam apenas esse tema... A missão portuguesa, situada na Rua Mokhovaia, a partir das duas horas, ficou cercada de coches e pessoas que vieram apresentar condolências” – noticiava a Agência Telegráfica de São Petersburgo.Esta agência informava também que recebeu “a primeira notícia apenas às 9 horas da manhã, visto que o telegrama chegou com significativo atraso devido a uma avaria na linha”.“Assassinato do rei de Portugal e do Príncipe herdeiro” – titulava o diário Russkoe Slovo no dia 04 de Fevereiro.
(Via Da Rússia, clique para continuar a ler)

Se o prémio CECIL é prestigiado agora o...

Este blogue associa-se à sua divulgação
A Miquinhas não conheceu Sócrates!
No ano em que a Miquinhas morreu Sócrates ainda assinava projectos.


Portefólio de José Sócrates (via Pùblico clique para ver os vários projectos)

a Miquinhas e a Carbonária

Hoje, sempre que se falava da Carbonária, era convocado para as minhas memórias de criança.
Recordei-me várias vezes da vizinha de meus avós, a Miquinhas, para quem todos os males do mundo tinham, invariavelmente, a mão malévola da Crabonária.
Ainda me lembro de a ouvir dizer "…a culpa é da Carbonária”.