quarta-feira, 25 de julho de 2007

Lama na ventoinha


O Diário Digital a propósito do “Caso Portucale” escreve:
O «caso Portucale» relaciona-se com o despacho que declarou a «utilidade pública» de um projecto do Grupo Espírito Santo (GES) para um empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, autorizando o abate de mais de 2.500 sobreiros e que foi assinado pelos ex-ministros Costa Neves (Agricultura), Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), a escassos dias das eleições legislativas de 2005.
«O despacho, sustenta a acusação, terá sido feito a troco de contrapartidas financeiras no valor de um milhão de euros que terão revertido a favor do CDS-PP, de quem Abel Pinheiro era director financeiro»
, segundo o Público online
.
Já repararam que não são postos em causa, em termos penais, os Ministros da Agricultura, do Ambiente e do Turismo.
Apesar de … o Diário Digital, citando o Público online, diz que a acusação refere que aquele despacho, autorização de abate de sobreiros, assinado por aqueles ministros foi feito a “troco de contrapartidas financeiras no valor de um milhão de euros que terão revertido a favor do CDS-PP”
Se assim fosse, também aqueles ministros teriam que ser arguidos. Como não foi não são arguidos.
Após esta explicação é fácil tirarmos conclusões da notícia e da acusação que tece considerações políticas acerca de Ministros da Nação sem que contra os mesmos haja o mínimo de indícios da prática de crimes.
Talvez fosse interessante, os senhores jornalistas, pedirem a relação de todos os despachos emitidos até hoje, autorizando o abate de sobreiros, e verificassem quem deu despachos e de que forma.
A não ser que seja segredo de estado!