quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sérgio Silva e a outra dimensão.



Piloto de aviação, empresário, banqueiro, e outras profissões de “luxo”, tudo títulos usados com alguma frequência por Sérgio Silva e testemunhados por alguns dos seus amigos. Mas diga-se, em abono da verdade, que Sérgio, ou “Serginho” como é vulgarmente tratado por quem com ele convive de mais perto, nunca pareceu ter capacidade para convencer ninguém da realidade do que dizia ser.


Limitado no verbo mas exuberante nos gestos de forma a ser notado, todos perceberam sempre que ou se tratava de um brincalhão ou de alguém com uma estranha mas cómica mania das grandezas.
Um amigo que com ele privou em férias no Brasil é de opinião que “o Serginho é inofensivo. Mentiroso compulsivo, se calhar, mas mentindo de tal forma que nem uma criança enganaria.
Quando nos conhecemos, na esplanada de um hotel, intitulou-se piloto da Air Itália. Mas fê-lo de tal modo que imediatamente notei que mentia. E assim, apenas para me divertir, tentei que me falasse da profissão, da arte de voar.

Brotou então da sua boca um montão de disparates que fizeram com que todos, mesmo nas mesas à volta, nos ríssemos, incluindo o Serginho que, sem dúvida, viu que não enganou ninguém.


Passados uns dois ou três dias, com as mesmas pessoas presentes, já falava como se fosse banqueiro, “tratando por tu” os mais famosos nomes da banca lusa. Para azar dele, estava presente um senhor que era director de zona de uma conhecida instituição de crédito e que, sorrindo de forma inequívoca, forçou a Sérgio a falar do sector, bem como dos sonantes nomes com quem dizia ombrear em reuniões e negócios.

Escusado será dizer que aquilo foi o início de mais uma noite de gargalhadas, face ao despautério que Serginho debitava, com histórias que tinham como denominador comum a fantasia. Chegou ao cúmulo, ao ver que nos ríamos a bandeiras despregadas, de simular uma conversa telefónica com um dos mais conhecidos dos nossos banqueiros. Escusado será dizer que foi o clímax e que de engraçado Serginho chegou ao burlesco. E cenas destas foram-se repetindo durante aqueles dias. As férias valeram sobretudo por ele, Sérgio Silva. Era um consolo ouvi-lo falar de negócios, off-shores, aviões e linhas aéreas, transacções e contratos de milhões em que ele participara ou conhecia por dentro. Definitivamente Sérgio vivia em constante delírio. E não se zangava por lhe dizermos, à gargalhada, que era mentiroso e até pouco imaginativo. Apenas cómico e inofensivo.

Já em Portugal continuei a ver o Serginho. Negociava em automóveis – disso sim, tinha aspecto – e a vida corria-lhe ora bem, ora mal. Mesmo assim, sabedor que conhecia agora a sua realidade, muitas vezes ele não resistia e lá inventava mundos de negócios e profissões de prestígio onde ele era estrela e viveria como um nababo. Era numa outra dimensão mas Serginho, indubitavelmente, também vivia lá. Estava sempre com um pé lá, outro cá”.


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Sem dinheiro nenhum
Com reconhecida actividade na venda de automóveis usados, Sérgio Silva viveria em constante aflição pois “o negócio anda mau há muito tempo”. Por isso haverá aqui e ali alguns cheques seus sem cobertura.
O proprietário de um stand do Porto confiou-nos ter sido “levado” por Sérgio que lhe terá pago uns carros com cheques que se revelariam sem provisão. Terá então mandado um “gorila” proceder à cobrança. Sérgio terá então acordado pagar aos “bochechos”, coisa que ia cumprindo. Até que há dias, pouco antes do mirabolante negócio do Boavista, e quando o tal “grandalhão” foi receber mais uma prestação, Sérgio não tinha nem um chavo. Terá dado em pagamento, ao que apurámos, o próprio relógio e um telemóvel.
Dias depois aparecia a “injectar” no Boavista os tais 38, 5 milhões!
Feitos de fumo, como se viria a revelar.
Ao que apurámos, de fonte credível, durante o interrogatório a que foi submetido na PJ, Sérgio Silva terá contado que no Boavista havia quem soubesse que ele não tinha dinheiro nenhum, pelo menos naquela altura. E que até se terá prestado a adiantar-lhe 17 mil euros para abrir uma off shore.
O inquérito ainda vai no início mas a Policia Judiciária estará muito pouco convencida que Sérgio Silva tenha tido capacidade e discernimento para inventar e fazer tudo sozinho.

Enviado via e-mail pelo óscar



O Documentário sobre Joe Strummer, The Future Is Unwritten, do realizador Julien Temple já editado em Portugal.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Ouvi o Dr. João Loureiro, na SIC, dizer que a auditoria não tem credibilidade.

É capaz!

Quem sou eu para por em causa a palavra de um presidente, do BFC, que já ganhou um campeonato.
È verdade que já vi um porco andar de bicicleta e um Sérgio, que se apresentou, no Brasil, a um amigo meu como comandante de linhas aéreas. É verdade que também vi, o mesmo Sérgio, a querer salvar o Boavista com uma garantia bancária que tinha escrito “balor” ou invés de “valor”.
Por isso o Boavista deve, rapidamente, explicar quem é a “A. Figueiredo Lopes & Manuel Figueiredo, SROC “, e quem contratou, e pagou, a empresa que analisou os “registos e efeitos da volumetria dos activos relacionados com o Imobilizado Corpóreo e Investimentos Financeiros com cobertura dos períodos de 2000 a Agosto de 2007”.

Também o Dr. João Loureiro, porque o documento lhe imputa sob a forma de suspeita factos ofensivos da sua honra, deve rapidamente denunciar criminalmente quem produziu tal documento.
Não devem sair impunes pessoas que vertem documentos que, por exemplo, declaram que:

- “A obra terá sido entregue em “Tosco”. No entanto, a parte do estacionamento já prevê a iluminação ventilação e pintura dos lugares. O “Tosco” incluía, ainda, caixilharia de alta qualidade, clarabóia e impermeabilização, bem como o acabamento das entradas e saídas das garagens, bem como arranjos e iluminações exteriores.”

- “A 1ª cláusula refere que a entrega das “instalações” será efectuada juntamente com 80 lugares de estacionamento adicionais, a arrendar pelo BFC à Holmes Place. Porém não obtivemos contrato ou identificamos receita daí decorrente.”

- “A 14ª cláusula refere que os acabamentos estão a cargo da Elepê (Segunda Outorgante) prevendo que os mesmos ascendam a 7 481 968,46 (1 500 000 000$00) + IVA. Pela mesma cláusula o BFC ficou obrigado a entregar à Elepê ou a quem esta indicar (eventualmente, Holmes Place ou outra entidade), uma ou mais garantias bancárias “first demand”, que cubram o valor previsto dos acabamentos e respectivos juros à taxa legal, a manter à data da escritura pública.” (clique)


A ser verdade o que o Dr. João Loureiro esclareceu à SIC Noticias estamos perante mais um embuste ou então as “milhentas” pessoas que leram aqueles documentos não sabem interpretar português

domingo, 20 de abril de 2008

207 é o número de pessoas “congeladas” em simultâneo na Grand Central Station em NY


Portugal está preparado para tudo!

Já não estou tão certo que esteja preparado para perder Ribau Esteves….(Clique)

Enquanto o Blogue da Bola dava à estampa uma "auditoria" efectuada à SAD do Boavista Futebol Club(clique), vendiam-se fotocopias a 1,00 € junto ao Estádio do Bessa .


sábado, 19 de abril de 2008

Planta do Mês




Laurus nobilis
O loureiro ou louro (Laurus nobilis) é uma árvore do género Laurus da família botânica das Lauraceae ou lauráceas. É originária do Mediterrâneo. Varia entre 5 e 10 m, mas pode atingir até 20 m de altura. Suas folhas são vistosas, coriáceas e com odor muito característico.

Um mentiroso compulsivo, um presidente e um clube de futebol.


Após ter lido aqui o, “hipotético???”, relatório de uma auditoria ao Boavista Futebol Clube verifico que o Sérgio, o tal investidor, não passa de uma personagem simples, burlesca, que imitou, muito bem, a personagem de um empresário que chegou a um clube de futebol, com dificuldades financeiras, e o fez sonhar.
Ouviu aplausos quando verberou contra as personagens que ele reproduzia.
A figura ridícula da ópera bufa, em que se tornou o quotidiano do BPC, teve o seu momento de fama.
Porém entre o burlesco sobrevive, infelizmente, a tragédia de um clube que foi, ao que parece pela auditoria, um fartar vilanagem durante anos.


Aqui fica a AUDITORIA(clique) que foi tirada daqui.

sexta-feira, 18 de abril de 2008


A ASAE E OS ADVOGADOS
Caros Colegas
A propósito de informações recentemente postas a circular nos órgãos de comunicação social sobre a possibilidade de a ASAE iniciar «visitas» a escritórios de Advogados para, alegadamente, verificar o cumprimento do DL nº 156/2005, de 15 de Setembro, quanto à existência de livros de reclamações e de tabelas de preços, entre outras coisas, esclareço o seguinte:
A posição da Ordem dos Advogados sobre o assunto está claramente definida no parecer aprovado pelo Conselho Geral a que presido (Parecer nº 9/PP/08-G).
A lei que aparentemente permitiria essa fiscalização não se aplica aos escritórios de Advogados, já que estes não estão abertos ao público em geral (não entra lá quem quiser) nem sequer têm horário de funcionamento. Além disso, há Advogados cujo escritório é a sua própria residência.
É de meridiana evidência que os escritórios dos Advogados não podem ser equiparados a estabelecimentos comerciais, apesar de, infelizmente, já haver alguns advogados em Lisboa que pretendem exercer a profissão em estabelecimentos desse tipo, como se fosse uma actividade comercial tout court.
É preciso que os responsáveis do Ministério da Economia (ou quem em nome deles manda essas notícias para os órgãos de informação) percebam que a Advocacia (quer seja exercida em prática individual, quer o seja sob a forma societária) se rege por regras bem diferentes das que regulam a venda de enchidos, de bolas de Berlim, de ginjinhas, ou de CD’s pirata.
As obrigações e deveres dos Advogados, mormente a definição, conteúdo e âmbito respectivos, estão estatuídos no seu estatuto profissional, ou seja, no Estatuto da Ordem dos Advogados e, por isso, a única entidade (além dos tribunais em certos casos) com competência para apreciar os aspectos relacionados com o seu exercício é a Ordem dos Advogados (no âmbito da sua função reguladora) e não uma qualquer polícia.
É através dos Advogados que se realiza uma função essencial à administração da justiça, ou seja, o patrocínio forense. Por isso a Advocacia goza de prerrogativas e imunidades consagradas na lei, como está, aliás, definido no artigo 208º da Constituição da República Portuguesa.
Por isso, a posição da OA é tão clara: Os escritórios de advogados não estão abrangidos pelas disposições legais invocadas para justificar qualquer pretensa intervenção da ASAE.
Assim, enquanto Bastonário aconselho todos os Colegas a não permitir qualquer diligência policial nos seus escritórios ou sociedades, desde que a mesma não seja presidida por um Juiz de Direito e na presença de um representante da Ordem dos Advogados, como seria de lei.
Quem pretender actuar de outra forma será prontamente responsabilizado em sede própria.
A Ordem dos Advogados prestará todo o apoio (jurídico e/ou outro) aos Colegas eventualmente visados, uma vez que, qualquer acção policial, mesmo que isolada, além de ilegal, não deixará de constituir um desrespeito para com a dignidade, prestígio e função social da Advocacia em geral bem como um ataque aos direitos, prerrogativas e imunidades dos Advogados no seu conjunto.
Com as cordiais saudações do
Colega ao dispor A. Marinho e Pinto
Bastonário

terça-feira, 15 de abril de 2008

A esquerda, italiana, e Nani Moretti devem ter chamado todos os nomes, possíveis e imaginários, aos Italianos após mais uma vitória de Sílvio Berlusconi.
Percebemos que Berlusconi não “chateia” os italianos, Berlusconi chateia a esquerda Italiana e até a esquerda …portuguesa
.



Entretanto Alberto João o “BoKassa”, diz que o Sr. Silva se salvou de uma "bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”.


segunda-feira, 14 de abril de 2008

A tripulante deste blogue, Paula Joyce, numa conversa recente dizia-me que os direitos sociais, adquiridos pelos holandeses, estão a diminuir enquanto o estado policial cresce.



Este vídeo, do Partido Socialista Holandês, demonstra parte dessa realidade.

A tradução saiu daqui

"Desde há muitos anos que a Connie ajuda-me a tomar banho. Eles dizem que a Connie se tornou muito cara. Uma pessoa estranha está agora a ajudar-me. Na próxima vez, será outra pessoa estranha... Qual a diferença entre isto e despir-me para toda a Holanda?"

quinta-feira, 10 de abril de 2008

aconselho a leitura desta noticia ao som da TV AZERI


"Escrevi uma carta ao secretário-geral [do PS, José Sócrates] a relatar o que se passa e estou à espera de resposta", referiu o dirigente socialista.
O semanário SOL noticiou na edição de sábado que entre os 400 novos militantes do Distrito da Guarda inscritos no PS desde Janeiro, contam-se "trinta dadores de sangue" e apareceram 18 "a morar na mesma casa".
Acrescenta que outros 40 deram como "residência" o mesmo apartado postal, referindo que os apartados mais vezes repetidos estão registados como pertencentes à Associação de Dadores de Sangue da Guarda e ao PS de Celorico da Beira.
O presidente da Federação Distrital Socialista da Guarda, confirmou hoje que comunicou o caso a José Sócrates, "há duas ou três semanas", e que enquanto não obtiver uma resposta sobre os passos a dar não quer "falar sobre isso".




Saber viver sem ser reconhecido é uma arte

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e "atazanou-o" até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu e ele chamou o veterinário.

- Bem, o seu cavalo está com uma virose. É preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu regressarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Ali perto, o porco escutava a conversa toda...

- Força, amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora. O porcoaproximou-se do cavalo e disse:
- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te alevantar... Upa! Um, dois, três!
No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

- Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:
- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá...
Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo egritou:
- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar,vamos matar o porco!!!
enviado por Cacho, via E-mail.